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segunda-feira, 4 de julho de 2016

De 30 acidentes de trânsito na região Sul de SC apenas seis envolvem mulheres

Nos últimos dez anos, em Santa Catarina, os acidentes por transporte terrestre foram responsáveis por 18.765 óbitos, conforme dados divulgados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina. A taxa de mortalidade passou de 32,6/100.000 hab., em 2005, para 27,3/100.000 hab., em 2014. Os acidentes com mortes envolvendo motocicletas têm-se mantido estáveis.
Os municípios que apresentam as maiores taxas de mortalidade (por 100.000 habitantes) por acidentes de trânsito em Santa Catarina são Rio do Sul (61,9), Tubarão (39,2), Itajaí (35,7), Lages (32,1), Jaraguá do Sul (31,2), São José (29,8), Blumenau (29,3), Joinville (29,2), Chapecó (27,7), Criciúma (24,4), Florianópolis (23,0) e Balneário Camboriú (21,7), conforme dados de 2014 obtidos no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.
“A população jovem de Santa Catarina é que apresenta, ao longo do período avaliado, a maior frequência de óbitos por acidentes de trânsito”, afirma a médica Jane Laner Cardoso, chefe da Divisão de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Gevra/Dive/SC. Os dados atuais revelam uma leve tendência de diminuição dos óbitos na faixa etária entre 20 e 29 anos e uma discreta elevação de óbitos de pessoas entre 30 e 39 anos.
“Da mesma forma que estatísticas internacionais e nacionais, a frequência de óbitos em homens é sempre maior. No caso de Santa Catarina, a série histórica mostra quatro vezes mais óbitos em homens do que em mulheres”, informa Jane.
Em 2015, no Sul do estado, ocorreram 23 acidentes de trânsito, no período de janeiro a 28 de maio. Já em 2016 esse número teve um acréscimo de 30% no mesmo período. Nos dois anos o número de acidentes que envolveram mulheres foi pequeno, em 2015 apenas quatro envolvidas, e em 2016 foram seis.
De acordo com o agente de polícia e técnico do Instituto Médico Legal (IML), Almir Fernandes Souza, as mulheres se envolvem em menor números de acidentes pois tem um menor efetivo ao volante, e também os acidentes ocorrem geralmente em saídas de festas onde são os homens que dirigem, ou em viagens de família nos fins de semana. Em alguns acidentes envolvendo mulheres o impacto é menos pois as mulheres dirigem mais devagar no trânsito.
A proporção de pessoas que se envolveram em acidente de trânsito com lesões corporais, no Brasil, foi de 3,1%. Esse percentual foi maior entre os homens, registrando 4,5%, enquanto entre as mulheres foi de 1,8%. Os grupos de idade mais jovens apresentaram maiores percentuais, enquanto, para os mais velhos, a proporção foi menor. Das pessoas que se envolveram em acidente de trânsito, 47,2% deixaram de realizar atividades habituais, e 15,2% tiveram sequelas ou incapacidades, conforme dados de 2013 obtidos na Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE.

Fonte: http://www.portalsatc.com/site/interna.php?i_conteudo=24033&titulo=De+30+acidentes+de+trAansito+na+regiAao+Sul+de+SC+apenas+seis+envolvem+mulheres

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